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Data: 30/01/2013 Hora: 00:00:00
História do Município
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Histórico

Autor: Élio Pires Rosa

 

Fins do século 19 - "Sertões Desconhecidos" - "Zona Inexplorada" - "Índios Caingangs".
A História de Piratininga se inicia com a história de um cemitério, de um campo santo, denominado "SANTA CRUZ DOS INOCENTES".


Por volta de 1887, na encosta da Serra do Veado, contraforte da Serra de Agudos, em meio à mata virgem, ergue-se um cruzeiro, a Santa Cruz, no local onde 18 anos mais tarde, (18 de maio de 1895), se constituiria o PATRIMÔNIO SANTA CRUZ DOS INOCENTES.
Dos inocentes, porque junto a ela, continuaram os sertanejos a sepultar as crianças falecidas, os "anjinhos", em razão da grande distância de São Paulo dos Agudos.
Diz a lenda, que a primeira criança ali sepultada, foi uma garotinha, que transportada em rede para Agudos, foi impedida de lá chegar em virtude de ameaçadora tempestade que se anunciava iminente. Então, ali mesmo a sepultaram, colocando no local uma cruz. Outros "anjinhos" ali foram sendo deixados e o costume foi se criando. O sertanejo Faustino Ribeiro da Silva manda construir, no local, modesta capela dedicada à Nossa Senhora.

http://www.camarapiratininga.sp.gov.br/jpg/historico_1.jpgO Patrimônio 

A esta altura está para nascer um povoado.
Aos 18 de maio de 1895, dá-se a constituição do Patrimônio da Santa Cruz dos Inocentes, hoje Piratininga.
O piedoso casal Manoel Pedro Carneiro e sua mulher Rita Maria da Conceição, lavradores residentes na Fazenda Veado, doam à "Santa Cruz", em escritura pública lavrada no Distrito de Bauru, comarca de Lençóis Paulista, um quinhão, ou seja, uma área de "oito alqueires e uma quarta" das terras que possuíam na referida Fazenda Veado, terras essas legítimas, adquiridas por compra, de Policeno de Paula Ribeiro, no mesmo lugar onde se achavam a Capela e a Santa Cruz, para servir de Patrimônio.
 

Cemitério 


A finalidade de referida doação era para que se construísse junto à Capela e à Santa Cruz, um cemitério, para servir de agasalho a mais de 60 corpos de crianças ali sepultadas.
Assim, é dado conhecimento à autoridade eclesiástica, o Bispo Diocesano de São Paulo, para proceder à ereção canônica da Capela e a benção do cemitério pelo Vigário da Vara.



A Cúria Diocesana de São Paulo aceita a doação e em junho daquele mesmo ano (1895), nomeia o doador, Manoel Pedro Carneiro, o primeiro "fabriqueiro" do Patrimônio da Santa Cruz dos Inocentes.

Agora, oficialmente cemitério, também adultos falecidos nesta região, ali foram dormir o sono da paz.

 

Com o patrimônio, nasce o povoado.


Ao derredor da Capela e da Santa Cruz, foi se esboçando e crescendo o povoado. Vão chegando os primeiros moradores, surgem as primeiras casas e as primeiras vendas.
Esta porção de pioneiros, bravos colonizadores, que por esta região viviam, era assistida espiritualmente, de quando em quando, no Patrimônio e depois na Vila Piratininga (1905), pelos Vigários de Agudos. Depois de 1908 a 1910, voltam a ser assistidos pelos Vigários de Bauru, tornando em 1911, novamente aos cuidados dos Vigários de Agudos, até 29 de julho de 1916, quando foi criada a Paróquia Santa Maria de Piratininga, desmembrada da Paróquia de Agudos.
Os pioneiros alargavam o campo de suas iniciativas, em vista do afluxo de elementos novos que continuavam a chegar por estas
bandas.

 

Vila Piratininga, o Coronel e a Ferrovia.

 
Em 1905, o povoado se transfere para junto dos trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, na atual localização, a 400 metros do ex-patrimônio. É de observar que hoje, com os novos loteamentos, a cidade já se aproximou do local onde teve origem.

Surgiu assim a Vila Piratininga, compreendia em 15 alqueires cedidos pelo Coronel Virgílio Rodrigues Alves e sua esposa, dona Maria Guilhermina de Oliveira Alves, à Cia. Paulista de Estradas de Ferro, para a instituição da Vila Piratininga, no vale do Córrego do Veado e junto aos trilhos da ferrovia.

A área foi dividida em lotes, num traçado bem original, pelo engenheiro Adolpho Pinto. Os lotes foram vendidos a baixo preço e o produto doado a instituições.

Outro benemérito doador de terras para a Vila Piratininga foi o Sr. Joaquim Roque Ribeiro da Silva, um dos fundadores.

O Coronel Virgílio Rodrigues Alves, senador estadual, era irmão do Conselheiro Francisco Rodrigues Alves, que governou o Estado de São Paulo por três vezes e foi Presidente da República. Foi o maior cafeicultor da região e proprietário de várias fazendas, num total de 7000 a 9400 alqueires, conforme diziam os antigos, sendo a Fazenda do Veado (hoje São Pedro), a sede de todas as suas propriedades.

A inauguração da Estação da Estrada de Ferro se deu em 25 de janeiro de 1905, com o ramal: Pederneiras, Itatingui Piatã (Espírito Santo da Fortaleza), Agudos, Taperão, Itapuã, Batalha e Piratininga. Começa o tráfego de comboios de carga e passageiros. Só em 1936, se deu a inauguração do ramal ligando Bauru a Piratininga, e de Piratininga a toda a alta Paulista.

 

A igreja de Santa Maria.

 

Com sua construção, iniciada em 1905, é solenemente inaugurada a igreja de Santa Maria de Piratininga, no dia dois de abril de 1909, com a entronização da imagem da Padroeira Santa Maria e missa celebrada pelo Padre Elias Francisco Vártolo, Vigário de Bauru.
A Paróquia de Santa Maria foi criada em 29 de julho de 1916, por Dom Lúcio Antunes de Souza, primeiro bispo de Botucatu, desmembrada da Paróquia de Agudos.

 

Remoção de restos mortais e Fim do patrimônio.

 
Já com a nova área do atual cemitério, as famílias interessadas procederam à exumação dos ossos de seus parentes, lá do cemitério do patrimônio Santa Cruz dos Inocentes, e a inumação no cemitério da cidade de Piratininga.


Com o desenrolar dos acontecimentos, o Coronel Virgílio Rodrigues Alves procurava adquirir as casas localizadas no Patrimônio da Santa Cruz dos Inocentes, transformando-as em habitações para seus colonos.


Os cafezais foram cobrindo o solo. O acordo com os proprietários de terras no referido arraial estava concluído. Entretanto, isso não foi do agrado das autoridades eclesiásticas que se julgaram espoliadas. Várias combinações amigáveis entabularam-se sem efeitos vantajosos, até que a Mitra Diocesana de Botucatu arrastou a questão para o terreno judiciário. Afinal, ao que consta, parece que o litígio acabou sendo resolvido amigavelmente, no início da década de 20.
Em agosto de 1916, a Câmara Municipal de Piratininga, autoriza o Prefeito a publicar editais, com prazo de 30 dias, chamando os interessados para a remoção dos restos mortais existentes no cemitério de ex-patrimônio Santa Cruz dos Inocentes, visto achar-se o mesmo em abandono e já ter expirado o tempo mais que necessário para tal remoção, conforme consulta feita pela Prefeitura à diretoria do Serviço Sanitário.

 
POR QUE PIRATININGA? 

http://www.camarapiratininga.sp.gov.br/jpg/historico_2.jpgTopônimo - origem indígena e significa "Peixe Seco". 
O nome de Piratininga foi proposto por Adolpho Pinto, engenheiro da Cia Paulista de Estradas de Ferro, autor do original traçado da cidade, em lembrança do primeiro centro de civilização no planalto paulista, em 1554. Pois a nova povoação, comparada com São Paulo de Piratininga, tinha uma tarefa histórica a cumprir, o de "Centro abastecedor à boca do sertão e Núcleo avançado na Alta Paulista". E realmente foi essa a sua função inicial. E, para ser mais completa a homenagem histórica, foi dado o nome de Avenida Anchieta à via pública, que partindo da estação ferroviária, terminava no largo da igreja.

 

Fundadores e Pioneiros 

- Plantador anônimo da "Santa Cruz dos Inocentes" ao pé da Serra do Veado (1887).

 

- Faustino Ribeiro da Silva - capelinha junto à "Santa Cruz", dedicada a Nossa Senhora.

 

- Manoel Pedro Carneiro - doador das terras para a constituição do Patrimônio da "Santa Cruz dos Inocentes" (18/05/1895).

 

- Coronel Virgílio Rodrigues Alves - doador de terras para a fundação da Vila de Piratininga e baluarte de nosso desenvolvimento político e social (1905).

 

- Joaquim Roque Ribeiro da Silva - doador de terras para a chegada da Ferrovia e para a ampliação da Vila Piratininga (1905).

 

- Famílias Tradicionais de nossa sociedade (brasileiras, italianas, espanholas, libanesas, portuguesas, japonesas), cujos descendentes ainda lutam por esta terra.

 

Formação Administrativa:

 

1 - Em 1906, é criado o Distrito Policial.


O Distrito de Paz foi criado pela Lei Estadual nº 1.122, de 30 de dezembro de 1907, no município de Bauru, e instalado em 11 de abril de 1908. Foi transferido do Município de Bauru para o de Agudos, pela Lei nº 1.225, de 16 de dezembro de 1910.

Na divisão administrativa referente ao ano de 1911, o referido Distrito figura no Município de Agudos.

A lei estadual nº 1.395, de 17 de dezembro de 1913, criou o Município de Piratininga, com território desmembrado do de Agudos, elevando, ao mesmo tempo, a sede municipal à categoria de cidade. O município só foi instalado em 14 de março de 1914.

 
2 - A comarca de Piratininga foi criada pela Lei nº 2.256, de 31 de dezembro de 1927, desmembrada da Comarca de Agudos e instalada em 27 de abril de 1928. Da Comarca de Piratininga foram desmembradas as Comarcas de Marília (27/06/1933), Garça (06/04/1935) e Duartina (30/12/1953).

 

 

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